Boletim 347 - 01 de junho de 2007
A liberação do milho transgênico da Bayer e de outros que estão a caminho faz parte de um pacote do governo federal para agradar setores do agronegócio. A Lei de Biossegurança foi mudada recentemente para acelerar a liberação dos transgênicos e já produziu seus primeiros resultados. Além desta, mas com o mesmo espírito, estão sendo negociadas a portas fechadas na Casa Civil da Presidência da República mudanças nas leis de cultivares, de agrotóxicos e de acesso a recursos genéticos -- todas anunciando grandes retrocessos.
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POR UM BRASIL
LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Número 347 - 01 de junho de 2007
Car@s Amig@s,
A liberação do milho transgênico da
Bayer e de outros que estão a caminho faz parte de um pacote do governo federal
para agradar setores do agronegócio. A Lei de Biossegurança foi mudada
recentemente para acelerar a liberação dos transgênicos e já produziu seus
primeiros resultados. Além desta, mas com o mesmo espírito, estão sendo
negociadas a portas fechadas na Casa Civil da Presidência da República mudanças
nas leis de cultivares, de agrotóxicos e de acesso a recursos genéticos -- todas
anunciando grandes retrocessos.
No caso dos agrotóxicos, a pressão já
manifestada em tratoraços é pela facilitação do registro de agrotóxicos
genéricos e pela liberalização de seu comércio no Mercosul. Novas empresas,
principalmente chinesas e coreanas, entram neste mercado com a expiração das
patentes de alguns produtos, oferecendo preços mais baixos. Para estes
agrotóxicos, pedem os ruralistas que sejam feitos apenas testes agronômicos e
não de toxicologia.
Essa pretensa economia é na verdade uma brutal
transferência de custos para a sociedade e para a administração pública,
sobretudo em tratamento de casos de intoxicação crônicos, agudos e fatais. Não
menos importantes são os crescentes casos de perda de fertilidade humana e de
má-formação congênita resultantes do consumo de agrotóxicos.
As normas
para agrotóxicos são diferentes entre os países integrantes do Mercosul e isso
faz com que existam produtos proibidos ou severamente restritos no Brasil ainda
permitidos em países vizinhos. A proposta de “harmonizar” essas leis nivela por
baixo os critérios de segurança à saúde e ao meio ambiente.
A lei de
proteção de cultivares define os direitos de propriedade intelectual que a
pessoa ou instituição (obtentor) terá sobre a variedade de planta por ela
desenvolvida, seja uma semente ou muda de espécie agrícola, florestal, medicinal
ou ornamental. A proteção assegura a seu titular o direito à reprodução
comercial e proíbe que terceiros produzam sementes e mudas destas variedades com
fins comerciais. Mas, em sua forma atual, a lei estabelece que o uso próprio de
sementes protegidas (colher e usar como semente no ano seguinte), assim como o
consumo ou venda da produção obtida não ferem o direito de propriedade e, além
disso, permite a doação ou troca de sementes entre pequenos
produtores.
Buscando reinserir a pesquisa brasileira no
mercado do melhoramento genético que foi dominado pelas multinacionais dos
transgênicos e agrotóxicos, o Ministério da Agricultura e a Embrapa vêm
liderando um processo de revisão dessa lei. O debate em curso na Embrapa sobre a
reorientação de seus programas de melhoramento genético deveria ser uma
oportunidade para a Empresa priorizar o desenvolvimento de sementes para uma
agricultura menos dependente de insumos químicos e mais sustentável, mas, ao
contrário, caminha no sentido de buscar maior competitividade e novas parcerias
com o setor privado.
Pelas propostas em discussão, a proteção que hoje
incide sobre uma lista determinada de espécies passaria a valer para todas as
espécies vegetais, fungos e algas cultivadas. O replantio de sementes ficaria
permitido apenas para o produtor com renda inferior a R$ 70 mil anuais. A
duração da proteção saltaria de 15 e 18 anos para 20 e 25. Não bastasse tudo
isso, a proteção intelectual não se restringiria às sementes e mudas,
abrangendo, em alguns casos, os produtos da colheita obtida a partir das
sementes protegidas. Como resultado, restrição de direitos para os agricultores,
maiores custos e perda de autonomia.
O melhoramento genético e a
bioprospecção dependem do acesso a recursos genéticos, que na mairoria dos casos
é conservado por comunidades locais que desenvolveram o conhecimento sobre como
usá-los e manejá-los. No caso das sementes, o ponto de partida do melhoramento
feito em centros de pesquisa foram as variedades desenvolvidas pelos próprios
agricultores. As empresas continuam tendo grande interesse nas sementes
tradicionais, pois delas podem ser aproveitadas características para novas
variedades comerciais. O mesmo valor é dado para plantas medicinais e para
outros componentes da biodiversidade usados por comunidades locais e indígenas,
que as empresas vêem como potencial fonte de novos compostos.
A Convenção
da Diversidade Biológica da ONU estabelece que os países signatários, como o
Brasil, desenvolvam mecanismo de repartição de benefícios entre empresas que
desenvolveram produtos a partir da biodiversidade e as comunidades que cederam
seus conhecimentos sobre como usar tais recursos.
Hoje está em vigor no
Brasil uma medida provisória que trata da matéria e que criou o CGEN - Conselho
de Gestão do Patrimônio Genético, ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Também
discute-se na Casa Civil um anteprojeto de lei sobre acesso a recursos genéticos
e repartição de benefícios, que o governo pretende enviar ao Congresso
Nacional.
Assim como os demais debates já citados, este também vem sendo
feito sem a participação da sociedade civil e sem consulta aos setores que serão
diretamemte afetados. O Ministério da Agricultura pressiona para que seja criado
um regime de acesso à agrobiodiversidade separado do restante da biodiversidade,
como se aquela não fosse parte desta. Com isso pretende trazer para sua alçada a
regulação da matéria e afirmar sua tese de que não há conhecimento tradicional
associado às sementes.
Juntando as peças, o pacote atende a uma
determinada concepção de desenvolvimento que prevê a concentração de recursos
estratégicos nas mãos de poucos e um enrijecimento de regras de propriedade
intelectual. Os conhecimentos tradicionais sobre a biodiversidade, cultivada ou
não, são reconhecidos de forma oportunista, pois através deles chega-se
facilmente a fontes potenciais de novos produtos (lei de acesso) que serão
muitas vezes produzidos via trangenia (lei de biossegurança) e protegidos por
direitos de propriedade intelectual (lei de cultivares) para, no caso da
agricultura, reproduzir um modelo insustentável de monoculturas altamente
dependente de insumos externos (lei de agrotóxicos).
Há quem diga que
tamanha bondade do governo em atender as demandas do agronegócio tenha origem em
acordos feitos em troca de apoios inusitados que Lula recebeu no segundo turno
das eleições do ano passado. De qualquer forma, está-se desenhado um cenário em
que se anunciam grandes retrocessos e restrições de direitos conquistados. Para
a sociedade civil organizada está colocado o grande desafio de frear esse
processo de controle corporativo e privatização da vida e iniciar um amplo
movimento de debates, mobilização e incidência sobre o
governo.
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Neste
número:
1. Vice-presidente da CTNBio pode ter registro profissinal
cassado
2. Impasse no plantio da soja transgênica no Paraná
3. Requião
recebe novos apoios por ter desapropriado fazenda da Syngenta
4. Melhora
recebimento de royalties da Monsanto no país
5. Um passo atrás com milho
transgênico na Argentina
6. Novo holding de sementes olerícolas da
Monsanto
7. Votorantim fecha acordo com Monsanto
Glossário do linguajar biotecnológico, por Jean-Pierre
Berlan
Neste número: “à guisa de conclusão”
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são
solução para a agricultura
Dica Agroecológica
- uso de plantas medicinais para verminoses
Dica de Fonte de Informação
O império da Monsanto
e a destruição do milho, artigo de Silvia Ribeiro, pesquisadora do Grupo
ETC, publicado no jornal La Jornada, México, em
26/05/2007.
“Uma vez controlando a maioria das sementes
não-transgênicas, a única coisa que a Monsanto necessitará fazer é deixar de
produzi-las e obrigar a todos a semear seus transgênicos.”
Disponível
em espanhol em:
http://www.jornada.unam.mx/2007/05/26/index.php?section=opinion&article=019a1eco
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1.
Vice-presidente da CTNBio pode ter registro profissinal
cassado
Edilson Paiva, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo e
vice-presidente da CTNBio pode ter seu registro profissional cancelado, segundo
informa o jornal Brasil de Fato. A FEAB - Federação dos Estudantes de Agronomia
do Brasil entrou com representação no CREA pedindo o cancelamento do registro
profissional. A ação foi motivada pela declaração de Paiva ao Valor Econômico
que, para defender a liberação dos transgênicos, afirma que “os humanos podem
até beber [o herbicida glifosato] e não morrer”.
Para Giovana Melo, da
coordenação da FEAB, afirmar que podemos beber o agrotóxico é um absurdo pois
ignora as manifestações clínicas de intoxicação que podem levar pessoas à
morte.
Fonte: Brasil de Fato, 24 a 30 de maio de 2007.
http://www.brasildefato.com.br
2. Impasse no plantio da soja transgênica no
Paraná
A revogação da liminar que garantia o uso do glifosato no
manejo da soja transgênica gerou uma situação controversa no Paraná. Na próxima
safra, o plantio da soja Roundup Ready está liberado, mas a utilização do
glifosato com princípio ativo do herbicida RR [Roundup] foi proibida pela
Justiça.
O glifosato poderá ser usado apenas no pré-plantio, assim como
já é feito nas demais culturas. A aplicação do defensivo foi impedida porque o
produto não tem registro na Secretaria Estadual da Agricultura e do
Abastecimento (Seab), embora tenha autorização do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa). (...)
Há dois anos, quando o plantio da
soja transgênica foi liberado, a utilização do glifosato foi garantida por força
de liminar judicial em ação impetrada pela Federação da Agricultura do Estado do
Paraná (Faep) contra o governo do Estado. A Faep questionava a competência do
governo para exigir cadastro estadual para uso de qualquer defensivo. No
entanto, no entendimento do Tribunal de Justiça (TJ) a exigência é
constitucional.
A Faep diz que já recorreu da decisão do TJ no Superior
Tribunal de Justiça e que aguarda uma decisão já para o próximo mês. (...) A lei
prevê a existência de um cadastro no Estado para que o produto seja
comercializado legalmente. No Paraná, a implantação do cadastro estadual está
previsto na lei 3.876/83.
No Estado, o glifosato Roundup não conseguiu
autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Segundo Vânia Zapia,
engenheira agrônoma do IAP, a legislação estadual prevê que a Monsanto - empresa
que solicitou o registro estadual - apresente o perfil toxicológico e ambiental
do defensivo. (...) “O processo foi arquivado em agosto do ano passado porque a
empresa (Monsanto) se recusou a apresentar estes estudos”, afirma Vânia. Em
nota, a Monsanto afirma que “tem cumprido, estritamente, a legislação aplicável,
para fins de obter o cadastro do produto no Estado e tem a expectativa de que o
Estado atenda os anseios do agricultor paranaense”. Para a engenheira agrônoma
do IAP, o órgão tem que estar certo de que o ambiente irá suportar a introdução
sistemática e contínua do produto. (...)
Fonte: Folha de Londrina - PR,
29/05/2007.
3. Requião recebe novos apoios por
ter desapropriado fazenda da Syngenta
O governador Roberto
Requião recebeu novas manifestações de apoio de entidades de todo o mundo
elogiando a iniciativa de desapropriar a fazenda da multinacional suíça Syngenta
Seeds.
A decisão do governo se baseia Constituição Federal que outorga
aos Estados competência para “proteger as paisagens naturais notáveis e o meio
ambiente, combater a poluição em qualquer de suas formas e preservar as
florestas, a fauna e a flora”.
Além disso foi considerada a necessidade
de implantar uma área de pesquisa, ensino e extensão voltados ao desenvolvimento
de modelos agrícolas sustentáveis. O local foi identificado pela Secretaria da
Agricultura como ideal para instalar o centro de agroecologia, cuja criação e
atribuições foram aprovados pela Assembléia Legislativa em dezembro do ano
passado.
No dia 18 foi concedida uma liminar que suspendeu a ordem de
reintegração de posse da fazenda, pelo desembargador Paulo Roberto Hapner, do
Tribunal de Justiça do Paraná. A reintegração de posse havia sido concedida à
empresa pela juíza Vanessa de Souza Camargo, da 4ª Vara da Fazenda Pública de
Curitiba, no último dia 25 de abril. Ela estabeleceu uma multa diária de R$ 50
mil ao Governo do Estado em caso de não cumprimento da ordem judicial. A multa
começaria a valer nesta quinta-feira (17). (...)
Fonte: Agência Estadual
de Notícias - Paraná, 31/05/2007.
N.E.: Desde a concessão da
liminar de 25 de abril a Syngenta estava pressionando o governo paranaense a
expulsar com força policial as 120 famílias ocuparam a área há mais de um ano,
em protesto contra o crime ambiental cometido pela empresa. A transnacional
cultivava ilegalmente soja e milho transgênicos na zona de amortecimento do
Parque Nacional do Iguaçu. Os camponeses e camponesas exigiam que a Syngenta
pagasse a multa de R$ 1 milhão, imposta pelo IBAMA. Em novembro de 2006, o
Governo do Estado do Paraná desapropriou o campo experimental, destinando a área
para pesquisas em Agroecologia.
O Acampamento Terra Livre hoje possui hortas
comunitárias, produção de arroz, feijão, batata doce, milho, mandioca, galinha
caipira, leite e as famílias retiram de lá todo seu sustento. Mais de 300
organizações de todo o mundo manifestaram seu apoio à ocupação da Via
Campesina.
4. Melhora recebimento de royalties
da Monsanto no país
A liberação da produção de sementes
transgênicas de soja Roundup Ready (RR) pelas multiplicadoras e o acordo firmado
entre a Monsanto e os sementeiros facilitou a cobrança de royalties pelo uso da
tecnologia no Brasil na safra 2006/07, na avaliação de Alfonso Alba, presidente
da multinacional no Brasil.
"Acredito que já recebemos royalties de 95%
da soja transgênica comercializada no Brasil nessa safra", disse Alba.
(...)
Na última safra, a Monsanto cobrou royalty no valor de R$ 0,30 por
quilo de semente. No caso de sementes sem certificação, a empresa cobrou
indenização equivalente a 2% do valor da saca colhida e vendida até maio e de
2,7% a partir de junho. Alba observou que o número de produtores que pagam o
royalty na compra da semente já cresceu muito: hoje, 50% do recebimento é na
venda da semente. A outra metade é paga via indenização.
Fonte: Valor
Econômico, 30/05/2007.
N.E.: O que a Monsanto não diz é que está
recolhendo royalties via “indenização” tanto de quem planta como de quem não
planta soja transgênica. São vários os relatos de agricultores que têm suas
lavouras de soja convencional, ou mesmo orgânica, contaminadas pela transgênica
e que têm sido obrigados a pagar os royalties para a Monsanto na hora da venda
dos grãos. A contaminação pode acontecer tanto na lavoura, como na colheita,
transporte ou na armazenagem. E os agricultores acabam levando triplo prejuízo:
têm gastos adicionais para tentar evitar a contaminação de sua produção, perdem
o preço “prêmio” que receberiam pelo fato de a soja não ser transgênica (ou ser
orgânica) e ainda são obrigados a pagar, indevidamente, os royalties à Monsanto.
5. Um passo atrás com milho transgênico na
Argentina
O governo argentino retirará de circulação o milho
transgênico GA21, tolerante à aplicação do herbicida glifosato, da Monsanto. O
motivo para a suspensão foi o fato de terem sido encontradas na Europa cargas
contaminadas com este milho em níveis acima dos limites permitidos no
continente.
A decisão será oficializada pelo Ministério da Agricultura na
próxima semana e conta com o apoio das poderosas empresas cerealistas, temerosas
de perder embarques de quase 2 milhões de toneladas. Fontes oficiais indicaram
que a proibição irá durar até quando cessarem os problemas com a exportação para
a Europa.
Fonte: Clarín.com, 25/05/2007.
http://www.clarin.com/diario/2007/05/25/elpais/p-02005.htm
N.E.:
O milho GA21 está na pauta de liberações comerciais da CTNBio.
6. Novo holding de sementes olerícolas da
Monsanto
A Monsanto anunciou há alguns dias a formação de um
holding de investimento em sementes olerícolas denominado International Seed
Group (ISG), tendo como base a aquisição de duas empresas européias: a Western
Seed e a Poloni Semences.
A Western Seed é uma empresa com sede na
Holanda, especializada em híbridos de tomate e em outros cultivos olerícolas,
como pimentão, pepino, beringela, melão, melancia etc. E a Poloni Semences é uma
empresa francesa especializada na obtenção de variedades de melão tipo
charentais. (...)
Este holding complementa a empresa Seminis, a primeira
mundial de sementes olerícolas, que a Monsanto adquiriu em 2005.
(...)
Fonte:
http://www.agrodigital.com/PlArtStd.asp?CodArt=51230
Mais informações em:
http://monsanto.mediaroom.com/index.php?s=43&item=490
N.E.: A voracidade da Monsanto na aquisição de sementeiras de
todo tipo em todo o mundo não tem fim. O controle da empresa sobre este mercado
é enorme: o artigo sugerido na Dica de Fonte de Informação deste Boletim
(de Silvia Ribeiro) relata que a Monsanto hoje controla 80% do mercado de
sementes transgênicas e 20% do mercado global de sementes.
E as conseqüências
de termos, no futuro, uma única empresa controlando quase a totalidade do
principal insumo da produção de alimentos em escala global são assustadoras.
Cada vez mais é fundamental a conscientização e a organização dos agricultores
familiares na conservação e proteção de suas sementes
tradicionais.
7. Votorantim fecha acordo com
Monsanto
A Alellyx e a CanaVialis, duas empresas da Votorantim
Novos Negócios (VNN), anunciaram ontem uma parceria inédita na América Latina
com a multinacional Monsanto. Os genes RR (usado na soja transgênica) e Bt
(usado em algodão transgênico), de propriedade da multinacional, serão
licenciados para a Alellyx implantá-los em novas variedades de cana-de-açúcar. O
plano é ter os primeiros cultivares comerciais de cana com os novos genes (sic)
em 2009. (...)
Fonte: O Estado de S. Paulo, 30/05/2007.
N.E.:
Interessante notar os limites da “revolução biotecnológica”, que após dez
anos de uso comercial continua baseada nas mesmas duas características, a planta
inseticida e a resistente a herbicidas.
Glossário
do linguajar biotecnológico, por Jean-Pierre Berlan
Em seu
livro Guerre au Vivant: OGM & mystifications scientifiques
(Guerra aos Seres Vivos: transgênicos e mistificações científicas), o
pesquisador francês Jean-Pierre Berlan, do Instituto Nacional de Pesquisa
Agrícola da França (INRA), apresenta um glossário de termos -- ou eufemismos --
da “nova língua biotecnológica”.
Neste número reproduzimos a tradução do
último dos 13 conceitos tratados por Berlan:
À guisa de
conclusão
Para concluir que não importa o que vem pela frente, os
biotecnólogos usam frequentemente a expressão “no estado atual do conhecimento
científico”, que significa de fato “nós não temos a mínima idéia a respeito das
eventuais conseqüências do que fazemos. Portanto, façamos!”.
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são
solução para a agricultura
Dica
Agroecológica - uso de plantas medicinais para verminoses
O
uso de plantas medicinais como medicamento provavelmente é tão antigo quanto o
aparecimento do ser humano. No momento em que o homem começa a domesticar
animais, também se torna responsável pela sua saúde. E com isso passa a fazer
uso de plantas para curar certas enfermidades que prejudicam a produção.
Podemos indicar o uso comprovado de plantas como alho, folha de
bananeira e erva-de-santamaria no controle de verminoses na maioria dos animais
domésticos.
Para bovinos adultos, podemos dar três folhas de bananeira
duas vezes ao dia durante cinco dias seguidos. Para galinhas, pode-se usar alho,
bananeira ou cidreira, triturada verde ou seca junto a um pouco de ração. O
tronco da bananeira pode ser cortado ao meio e deixado para que as galinhas
comam.
Fonte: Dica Agroecológica - Dica de Giovani Girolometto,
médico veterinário.
Agência Chasque
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