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Boletim 436 - 08 de abril de 2009

DDT é bom para mim!

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POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Número 436 - 08 de abril de 2009


“DDT is good for me-e-e”

A frase acima, que em inglês significa “DDT é bom para mim”, foi extraída de uma propaganda de 1954 (http://contexts.org/socimages/2008/02/01/ddt-is-good-for-me-e-e/), que apresenta desenhos alegres e coloridos -- incluindo o de uma mãe dando mamadeira ao bebê -- ilustrando informações como estas:

“As grandes expectativas em relação ao DDT foram concretizadas. Durante 1946, exaustivos testes científicos mostraram que, quando usado de forma apropriada, o DDT mata uma gama de insetos-praga destrutivos, e é um benfeitor para toda a humanidade. (...)

Bom para as frutas: Maçãs maiores, frutas mais suculentas e livres de desagradáveis lagartas... todos os benefícios resultantes do uso dos pós e sprays de DDT.

Bom para o gado: Os bois crescem com mais carne agora... é um fato científico que, em comparação com gado não tratado, animais protegidos da mosca do chifre e de várias outras pragas com os inseticidas de DDT ganham até 23 kg a mais em peso.

Bom para a casa: Ajuda a tornar os lares mais saudáveis e confortáveis... protege sua família de perigosos insetos. Use os pós e sprays de DDT “Knox-Out” conforme recomendado... então veja os insetos caírem por terra!

Para os laticínios: Até 20% mais leite... mais manteiga... mais queijo... testes comprovam maior produção de leite quando as vacas são protegidas do incômodo de muitos insetos com inseticidas de DDT como o “Knox-Out Stock” e o “Barn Spray”.”

A propaganda lista ainda algumas outras incríveis maravilhas do famoso produto, cujos perigos só foram descobertos e admitidos décadas mais tarde.

Na década de 1970 o DDT foi banido da maioria dos países industrializados. No Brasil, o produto foi banido das práticas agrícolas em 1985, e o seu manejo foi proibido em saúde pública em 1998.

O DDT é um dos produtos químicos classificados como Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), que têm a capacidade de se bioacumular em organismos vivos -- inclusive no homem. Na cadeia alimentar, por exemplo, os animais predadores acumulam muito DDT ao absorverem o tóxico de presas contaminadas.

O jornal A Gazeta, de Rio Branco (Acre), publicou em 24/03 último (http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=304710) uma triste reportagem sobre o tratamento que a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) tem dado aos ex-guardas da Sucam no combate à malária, vítimas do DDT. Na reportagem, o ex-funcionário José Cardoso Rocha, de 67 anos, recorda que, em 1984, convivia com o veneno nos acampamentos e a água que bebia, uma vez ou outra, acabava sendo contaminada também. “Mas como ninguém nunca nos alertou sobre o risco, achávamos que não haveria problema algum para a nossa saúde”, lembra.

E a matéria continua: “Agora, ele amarga os efeitos da contaminação. Sente falta de sono, perdeu a visão direita, está quase perdendo a esquerda, não suporta ficar sentado muito tempo, nem tampouco em pé. Sente náuseas constantes e até chegou a se perder ao sair de casa só, após uma crise de tontura.”

Segundo a reportagem, “Nos últimos oito anos, 44 agentes já morreram em decorrência da contaminação. Dezenas ainda aguardam pelo socorro.”

Mas para o advogado Wolmy Barbosa de Freitas, que afirma ter cerca de mil clientes contaminados pelo DDT, a Funasa tem se utilizado de artifícios covardes, humilhado trabalhadores, forjado exames e retardado a verdade. O advogado prossegue: “queremos que a população, por meio da imprensa, se sensibilize com as atrocidades que a Funasa vem fazendo ao relutar em reconhecer que errou, e que desgraçou milhares de trabalhadores honestos, que querem hoje apenas o que lhes são de direito, uma vida mais digna e condições para custear o seu tratamento”.

É lamentável o governo não reconheça a desgraça destas pessoas e dificulte a tomada de medidas que apenas minimizariam seu sofrimento.

Mas é igualmente grave o fato de que, apesar dos ensinamentos do passado, caímos hoje na mesma conversa das grandes empresas químicas -- hoje de agrotóxicos e sementes transgênicas --, que alegam ter realizado “estudos exaustivos” que teriam comprovado a segurança e a eficácia de seus produtos.

É curioso ainda observar que sequer os argumentos mudaram: faz-se o mesmo discurso da maior produção de alimentos, vida mais saudável e maior conforto e bem-estar, fazendo-se referência a testes de segurança que sabemos serem absolutamente insuficientes e questionáveis. Usam-se os mesmos meios para a promoção de produtos cujos riscos não foram devidamente avaliados e cujos danos poderão alcançar várias gerações. Ah, claro, mas que proporcionarão lucros fantásticos às empresas que os desenvolvem...

Infeliz é aquele que não aprende com os próprios erros. Mas o que dizer de autoridades que, embora alertadas, preferem ignorar os riscos aos quais permitirão que se exponha toda a população?

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Neste número:

1. Produtores sul-africanos perdem até 80% da safra de milho transgênico
2. Bunge terá de informar utilização de transgênico
3. Agricultura ecológica em cursos de agronomia

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

A dinâmica de uma Associação que respeita o ser humano e a natureza

Evento:

VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais - de 22 a 26 de junho de 2009 no CTE - Centro de Treinamento Educacional da CNTI - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, município de Luziânia, próximo de Brasília-DF.
Tema: “Diálogo e Integração de Saberes em Sistemas Agroflorestais para Sociedades Sustentáveis”.
Promoção: Embrapa, Emater/DF e Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais.
Prazo para a inscrição de trabalhos: 15 de abril.
Maiores informações: http://www22.sede.embrapa.br/snt/viicbsaf/

Diga não aos transgênicos:
Participe da cyberação do Greenpeace contra a liberação do arroz transgênico da Bayer, enviando uma mensagem à CTNBio e à Bayer através do endereço:
http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/ser-cobaia-n-o-e-bom

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1. Produtores sul-africanos perdem até 80% da safra de milho transgênico

Três variedades de milho transgênico plantadas em 82 mil hectares na África do Sul -- o equivalente a 80 mil campos de futebol -- produziram plantas aparentemente saudáveis, mas que não desenvolveram sequer um grão de milho. Dos mil produtores que plantaram as três variedades de milho geneticamente modificado, 280 relataram o problema das plantas sem grãos. Alguns chegaram a perder até 80% da produção. A Monsanto, que desenvolveu o milho geneticamente modificado, alegou que houve uma falha no processo de fertilização em laboratório e afirmou que irá compensar os produtores.

Marian Mayet, diretora do Centro Africano para Biossegurança, baseado em Joanesburgo (África do Sul), defendeu uma investigação do caso pelo governo sul-africano e a proibição imediata do milho transgênico naquele país.

A África do Sul foi um dos primeiros países a adotar o milho transgênico.

Com informações de:
- 24HorasNews, 04/04/2009.
http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=287162
- Digital Journal, 29/03/2009.
http://www.digitaljournal.com/article/270101

2. Bunge terá de informar utilização de transgênico

Os alimentos produzidos pela empresa Bunge, unidade de Rondonópolis [Mato Grosso], terão que conter nos rótulos das embalagens a informação que derivam de soja transgênica. A determinação é da Justiça Federal que acatou o pedido de providências para a regularização da identificação dos alimentos por meio de uma Ação Civil Pública depois que uma perícia técnica feita pelo Ministério da Agricultura, a pedido do Ministério Público Federal, identificou a presença de organismos geneticamente modificados na soja coletada no estoque da filial da Bunge destinado à industrialização de óleo e outros produtos alimentícios.

A decisão judicial foi publicada no dia 27 de março. (...) O procurador Marcellus Barbosa Lima entrou com a ação em 2007. (...) Ainda em 2007 o Ministério Público Federal havia conseguido uma decisão liminar na Justiça Federal em Rondonópolis obrigando a Bunge a fazer a identificação nos rótulos. Mas esta decisão foi invalidada por uma decisão posterior do Tribunal Regional Federal da 1ª Região a favor de um recurso da empresa. A ação do MPF continuou em trâmite na Justiça Federal de Rondonópolis e agora recebeu a sentença do juiz federal.

A Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), no artigo 40, determina que “os alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM ou derivados deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos.” Multa - O descumprimento da decisão judicial acarretará uma multa diária no valor de R$ 100 mil a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Interesses Difusos.

Na decisão o juiz federal Alexandre Francisco Ribeiro também determinou que a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devem fiscalizar o cumprimento integral da sentença. A Anvisa informou que a fiscalização é de responsabilidade da Vigilância Sanitária. Já a Coordenadoria de Vigilância Sanitária em Mato Grosso comunicou que ainda não tomou conhecimento da decisão para se posicionar. A Bunge disse, por meio da assessoria de imprensa, que não recebeu comunicação oficial ainda e, portanto, não tem como se pronunciar sem ter conhecimento exato do teor.

Fonte:
A Gazeta - Cuiabá/MT, 01/04/2009.

3. Agricultura ecológica em cursos de agronomia

De olho nas exigências do mercado, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação, publicou, em fevereiro de 2006, a Resolução nº 1, instituindo diretrizes curriculares para o curso de graduação em Engenharia Agronômica ou Agronomia. (...)

A Unesp foi uma das primeiras universidades a reformularem o currículo de agronomia, já em 2006. Uma das preocupações foi justamente sobre o tema sustentabilidade. “Está clara a preocupação do mundo com questões como aquecimento global. Na reformulação foram criadas disciplinas como introdução à agricultura sustentável, ecologia, educação ambiental e energia na agricultura, que trata das diversas fontes de energia limpa”, ressalta Martins Filho.

O professor João Sebastião de Araújo, da UFRRJ, diz que (...) a nova resolução do MEC tem um texto mais incisivo para chamar a atenção de assuntos específicos, como respeito à fauna e à flora, recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, uso tecnológico racional, integrado e sustentável do ambiente e atendimento às expectativas humanas e sociais no exercício das atividades profissional.

- Confira o texto completo da Resolução no site: www.anaceu.org.br/conteudo/legislacao/resolucoes/200620-20Resolucao20CNE-CES20120-20220fevereiro.pdf

Fonte:
O Estado de São Paulo, 01/04/2009.
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,agricultura-ecologica-virou-disciplina,348154,0.htm

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

A dinâmica de uma Associação que respeita o ser humano e a natureza

Rejeição ao uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos sintéticos. Adoção de práticas agrícolas voltadas para a preservação dos recursos naturais. Uso de insumos que não deixam resíduos químicos prejudiciais no solo e nos alimentos. Práticas agrícolas que fazem parte do dia-a-dia dos doze agricultores que compõem a Associação dos Produtores Orgânicos da Ibiapaba, Apoi, no Ceará.

Esse respeito para com a natureza trouxe significativos avanços. “Um exemplo é o controle eficiente de pragas das culturas de tomate e repolho, que no sistema convencional são as que utilizam maior carga de agrotóxicos, o que aumenta os custos de produção, mas nem sempre consegue evitar as expressivas perdas de safra”, comemora Diana Pereira Gomes, Secretária Executiva da Apoi.

A acentuada melhoria da fertilidade do solo e o conseqüente aumento da produtividade ano a ano também são avanços visíveis nas propriedades dos sócios da Apoi. “Alguns produtores convencionais já estão adotando práticas agroecológicas, espelhando-se em membros da Apoi”, conta Diana.

Além disso, organização e coesão do grupo. Planejamento coletivo da produção. Capacitação constante nos métodos e técnicas orgânicas para os sócios. Diretrizes de conduta que dão à Apoi bases efetivamente sustentáveis e que trazem melhorias nos rendimentos dos produtores da Associação.

Apesar de o plantio ser individual, são levados em conta os diversos fatores de produção, inclusive questões de sazonalidade e de localização das propriedades. “Cada associado trabalha em sua área, mas é preciso seguir uma rigorosa programação de plantio previamente discutida em grupo”, explica Diana.

São esses os principais pilares que mantêm a Apoi dentro de uma metodologia para gerir tanto a produção como a organização do grupo, relacionando preocupação agroecológica com associativismo. São também esses cuidados que permitem à Apoi atender a uma demanda, crescente na sociedade, por alimentos que assegurem qualidade de vida.

Fonte:
A dinâmica de uma Associação que respeita o ser humano e a natureza. In: Agrofloresta. Fortaleza: Fundação Cepema, ano II - Nº 2 - Setembro 2008. p. 14.



Carta aberta Contaminados por DDT em Rondônia pedem Apoio

Enviado por Usuário Anônimo em 14/08/2009 07:50
CARTA ABERTA

Contaminados por DDT em Rondônia pedem Apoio
Meritíssimo Srs. Senadores, Deputados Federais e Estaduais; por favor olhe por essa classe trabalhadoras desde das décadas dos anos 60,70,80 e 90,sempre derem á vida para salvar vidas, hoje estamos com problema de saúde séria por causa dos uso de produtos químicos estamos preocupado com o nosso futuro; portanto já existe um projeto de Lei 4973/09, onde o mesmo ainda precisa ser analisado com muitas cautelas ..

Vimos por meio desta, solicitar apoio político na causa dos servidores da FUNASA em Rondônia, que, assim como outros servidores deste órgão em todo o Brasil, durante várias décadas estivemos trabalhando em contato com o inseticida organoclorado DDT (Dietil-Dicloro-trietano) sem nenhum tipo de equipamento de segurança, tampouco, sem nenhum tipo de informação quanto ao poder tóxico deste produto.
O DDT foi descoberto e inicialmente utilizado durante a II Guerra Mundial para controlar a praga de piolhos que os soldados tiveram. Após o fim da guerra, com a alta letalidade do produto sobre os insetos, o DDT passou a ser utilizado no controle de pragas agrícolas e de interesse em saúde pública, como a malária. Países no mundo inteiro compraram o DDT que era fabricado no E.U.A, porém, com pouco mais de 10 anos de uso, os americanos descobriram este inseticida era letal na natureza e no próprio ser humano. Por isso, a partir do início da década de 60 o uso do DDT foi proibido (lá!), no entanto, os outros países do mundo, como o Brasil, continuaram a comprar o inseticida durante muuuuito tempo. No brasil o DDT foi utilizado pela FUNASA nas ações de controle de malária até 1990, e extra-oficialmente ele ainda foi aplicado até 1995.
Bem, o que está ocorrendo hoje no quadro de servidores da FUNASA, tanto naqueles que trabalham com saúde indígena quanto nos descentralizado que atuam nas Divisões de Endemias Brasil afora, problemas de saúde que variam desde paralisias de membros, degenerações de articulações, alterações neurólogicas e neuro-psiquísicas, como depressão e outros problemas que nem mesmo a Organização Mundial de Saúde conseguiu ainda descrever todas as possibilidades de danos fisiológicos que o DDT causa no organismos, sendo considerado o mais grave a alteração na camada de mielina das nossas células nervosas, cujo dano é irreversível. Por causa disso tem-se perda de memória, paralisias, perda de reflexos, etc.
Contaminação por ddt em Rondônia
No ano de 2005, por iniciativa de determinado advogado recém-chegado a Rondônia, os sucanzeiros começaram a fazer testes de intoxicação por DDT, particularmente mesmo, sem cobertura por plano de saúde e coisas assim. Quando os resultados começaram a chegar vindos lá da região centro-oeste, foi um espanto só de norte a sul de Rondônia, homens com níveis de DDT no sangue em quantidade 2, 3, 5, até quase 10 vezes maiores que o índice considerado normal para um ser humano.
Após o espanto, foram iniciadas algumas ações judiciais por danos materiais e morais decorrentes da intoxicação, uns gatos pingados tiveram a coragem de iniciar a ação, a maioria correu de medo das ameaças que trovoaram de dentro das salas administrativas da FUNASA em Rondônia.
Até mesmo na imprensa teve representante técnico da FUNASA defendendo a teoria que o DDT não causa os males que os sucanzeiros estão alegando, entre outras injustiças, ditas claro, por pessoas que nunca aplicaram o DDT nas casas, tampouco respiraram o veneno enquanto o mesmo era pesado manualmente para o trabalho no campo, entre outras situações absurdas às quais os guardas da SUCAM foram expostos na manuseio do inseticida.
Nos Estados do Pará e Acre também existem servidores que deram entrada em ações judiciais por intoxicação por DDT. No Acre a situação está bem grave
inclusive com mortes recentes de servidores intoxicados e outro que se encontra em estado
No Pará, há alguns anos os servidores entraram com ações pedindo indenizações por intoxicação, já ganharam na 1a. Instância mas a UNIÃO recorreu, e perdeu. No entanto, é certo que estas ações chegarão até o julgamento do STF pois não há jurisprudência quanto à responsabilidade administrativa da União pela intoxicação dos servidores da FUNASA em todo Brasil pelo manuseio do DDT.
Aqui em Jaru Rondônia, exceção são os poucos colegas cujo índice de DDT no sangue encontram-se dentro da normalidade, e mesmo entre aqueles cujos valores não são tão alarmantes, quase todos apresentam problemas crônicos de saúde e alterações psico-neurológicas.
Estamos pedindo apoio político nesta causa que é justa, porque nosso interesse é de recebermos justiça e não simplesmente dinheiro! Queremos ter condições de custear as despesas médicas e que os impactos desses problemas na vida pessoal possam ser minimizados. Principalmente, estamos pedindo apoio para projeto de lei que estenda o direito que hoje somente os professores têm:
a aposentadoria por 25 anos de serviço e 50 anos de idadel para servidores do sexo feminino que atuam nas ações de controle de endemias;
aposentadoria por 30 anos de serviço e 55 anos de idade para servidores dol sexo masculino que atuam nas ações controle de endemias.
Os sucanzeiros fazem parte da história do Brasil, principalmente na região Norte, heróis que salvaram muitas vidas e que ainda em muitos locais perdidos nestes confins de mundo amazônico, são os únicos que levam o atendimento que o poder público deve ao povo brasileiro. Merecemos respeito, principalmente os que deram a saúde e até mesmo a vida por este trabalho!
"Por que essa discriminação?"
‘’Um professor se aposenta com 25 anos de serviço porque trabalha com o giz, material bem menos tóxico do que o DDT, por que nós, que estamos envenenados, que demos a nossa vida para matar o mosquito da malária e salvar milhões de outras vidas, também não podemos ter direito, por que essa discriminação com a gente?’’, questionou Waldyr Madruga e acrescento ainda que o último exame realizado revelou um percentual de 7,11% da presença de DDT no meu organismo.
‘’Eles nunca tiveram respeito pela gente. Quando íamos para a zona rural não tínhamos nem lugar para acampar. Quantas vezes não dormir em chiqueiro de porco ou curral de boi. Agora, eles continuam nos relegando o segundo plano, escondendo da opinião pública que estamos doentes. Deixando-nos morrer a míngua’’, desabafa Waldyr Madruga.



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